quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Curadoria - Gênero anúncio publicitário (2)


Segunda parte do áudio para você estudar e refletir sobre esse gênero textual.

Tema: Gênero Anúncio publicitário - rádio (2)
Conteúdo: Áudio
Disponível em:

Descrição: A continuação do áudio permite entender quais são as semelhanças de linguagem entre os anúncios publicitários e as características de construção desse texto: uso de diversos adjetivos e seu caráter imperativo (que exprime um pedido, ordem, conselho ou súplica), dentre os demais elementos apontados pelas personagens que analisam o gênero em estudo. Os anúncios exemplificados permitirão um olhar mais crítico quanto às propagandas de forma geral e seus discursos que possuem um perfil apelativo.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Curadoria - Gênero anúncio publicitário (1)




Sim, o anúncio publicitário é um gênero textual, com finalidade discursiva e características de linguagem específicas, e merece ser estudado por motivos que vão além da necessidade de se sair bem em avaliações. Clique no link e boas reflexões!

Tema: Gênero "Anúncio publicitário" - rádio (1)
Conteúdo: Áudio
Disponível em:

Descrição: O programa Linguagem da estação, estação da linguagem apresenta uma “invasão” de anúncios publicitários. Os anúncios, no entanto, possuem uma utilidade? Após ouvir o material, é importante refletir: como analisá-los? Será que o discurso veiculado neles é verdadeiro? São expostos ainda exemplos de anúncios diferentes que podem ser mais semelhantes do que se imagina, e irão colaborar para uma outra leitura desse gênero.  

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Curadoria - Gênero "Texto de divulgação científica"


O Vestibular da Unicamp deste ano solicitou aos candidatos dois textos na prova de redação: uma resenha crítica, a partir da leitura de uma fábula, e um texto de divulgação científica, tendo como base um trecho de um livro do neurocientista António Damásio.

Vale a pena, portanto, acessar o objeto educacional sugerido pelo PH. Clique no link e bons estudos.

Tema: Gênero Texto de divulgação científica – adequação da linguagem científica ao público em geral

Conteúdo: Áudio e material em arquivo PDF

Disponível em:

Descrição: O áudio aborda, por meio de uma situação fictícia, a importância de ler textos de divulgação científica e o que os de difere artigos científicos: o primeiro tem uma linguagem simplificada para atingir o público em geral; já o segundo tem uma linguagem específica voltada a profissionais da área.
Para leitores que têm interesse, mas não dominam essa linguagem específica, o texto de divulgação científica é um veiculo comunicacional que traz informações atualizadas sobre esse tipo de pesquisa.  
As personagens envolvidas no case alertam sobre a importância da busca de fontes confiáveis, para que as informações sejam seguras e bem embasadas. Esse texto também possui um caráter formal e muitas vezes surge em provas de vestibulares e concursos, por isso realizar a leitura e manter-se por dentro das novidades pode facilitar o entendimento e a interpretação desse tipo de texto.


Já o PDF trata de forma reduzida a estrutura do texto de divulgação científica, e como é realizada a argumentação dentro dessa estrutura.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Curadoria - Estratégias argumentativas


Tema: Estratégias argumentativas

Conteúdo: Slides

Disponível em:


Descrição: Os slides mostram alguns elementos que propiciam uma melhor construção argumentativa em textos. O autor explica como a presença de recursos específicos pode aperfeiçoar a argumentação. Dentre esses recursos, é possível assinalar dados quantitativos, relação de causa e efeito, exemplificação, entre outros. Há, ainda, exercícios que permitem praticar a localização dessas estratégias em trechos de textos escolhidos. Nessa apresentação interativa, constata-se que a inclusão de algumas estratégias argumentativas aumentam a credibilidade da argumentação. 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Curadoria

Pessoal, vamos sugerir alguns materiais disponíveis na web que podem auxiliar no desenvolvimento da escrita. Há indicação de tema, tipo de conteúdo (aplicativo, software, texto, etc.) e uma breve descrição comentada do objeto.

Abaixo, nossa primeira dica.




Tema: Como argumentar

Conteúdo: Áudio

Disponível em:


Descrição: O vídeo apresenta um programa de rádio da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), que versa sobre uma campanha de prevenção às DSTs (Doenças sexualmente transmissíveis), defendendo o uso da camisinha no Carnaval. O programa conta com a participação de ouvintes que apresentam posicionamentos diversos sobre a campanha. É interessante observar a defesa do ponto de vista dos ouvintes,  que discutem se a propaganda orienta positiva ou negativamente o público em geral. Para pensar em pontos de vista e argumentação o programa de rádio poderá inspirar uma análise intensa sobre o tema. 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Compartilhando experiências - Ninguém nasce sabendo escrever bem

Nesse novo vídeo do Projeto PH, inauguramos o canal "Compartilhando experiências", com o relato de educadores a respeito de suas experiências com a escrita. Clique e assista!


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Determinismo - o que é isso?

“À noite e aos domingos ainda mais recrudescia o seu azedume, quando ele, recolhendo-se fatigado do serviço, deixava-se ficar estendido numa preguiçosa, junto à mesa da sala de jantar, e ouvia, a contragosto, o grosseiro rumor que vinha da estalagem numa exalação forte de animais cansados. Não podia chegar à janela sem receber no rosto aquele bafo, quente e sensual, que o embebedava com o seu fartum de bestas no coito”.

“Também cantou. E cada verso que vinha da sua boca de mulata era um arrulhar choroso de pomba no cio. E o Firmo, bêbedo de volúpia, enroscava-se todo ao violão; e o violão e ele gemiam com o mesmo gosto, grunhindo, ganindo, miando, com todas as vozes de bichos sensuais, num desespero de luxúria que penetrava até ao tutano com línguas finíssimas de cobra”.

“E o mugido lúgubre daquela pobre criatura abandonada antepunha à rude agitação do cortiço uma nota lamentosa e tristonha de uma vaca chamando ao longe, perdida ao cair da noite num lugar desconhecido e agreste”.

“Sentia-se naquela fermentação sanguínea, naquela gula viçosa de plantas rasteiras que mergulham os pés vigorosos na lama preta e nutriente da vida, o prazer animal de existir, a triunfante satisfação de respirar sobre a terra”.

“Mas desde que Jerônimo propendeu para ela, fascinando-a com a sua tranquila seriedade de animal bom e forte, o sangue da mestiça reclamou os seus direitos de apuração, e Rita preferiu no europeu o macho de raça superior”.

Esses são trechos de “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, obra que estamos analisando durante o mês de janeiro.

Você percebe algo em comum nesses trechos? Nas partes destacadas em itálico?

Há uma “animalização” dos personagens. Os habitantes do cortiço exalam o cheiro de animais. Rita Baiana arrulha como uma pomba. Firmo geme, grunhe, gane, mia junto com seu instrumento. Uma mulher muge. Os movimentos, os cheiros, os sentidos, as cores, os sons, tudo parece se referir a animais, não a pessoas.

Essa animalização dos personagens é uma das características do Naturalismo literário. Fruto da segunda metade do século XIX, o Naturalismo tinha como um de seus atributos uma visão determinista. Isso quer dizer que o Naturalismo considerava o homem um ser sujeito a seus instintos, ao meio onde vivia e à hereditariedade. Como um animal. Os autores do Naturalismo partiam do princípio de que as atitudes humanas podiam ser explicadas pela ciência, de forma extremamente objetiva.

Essa visão determinista tem origem no Determinismo: uma teoria filosófica que afirma a existência de três fatores determinantes no comportamento humano: o meio-ambiente, a raça e o momento histórico. Tal teoria não é criação de um único filósofo, mas um de seus expoentes é o francês Hippolyte Taine (1828 – 1893).

Dessa forma, pensando n’O Cortiço, as atitudes de João Romão, Jerônimo e demais personagens do romance seriam ditadas pelo meio. Todos agiriam por instinto, a partir de características herdadas pelo sangue, hereditárias. É quase uma falta de livre-arbítrio: faz-se o que o meio manda, na base do instinto, praticamente sem alternativa a não ser obedecer...

É por isso que algumas análises dessa obra apontam o próprio cortiço como um personagem da história, já que, mais do que o local onde se desenrolam as ações, ele seria o ambiente que determina essas ações.